segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sinceridade

Ninguém me convence de uma coisa.
Antecipo que disso não sou convencível.
Aviso que não há conversa possível
Que me faça ser contrariada.

Quando escrevo, não mudo nada
E se não mudo nada, não sou
Revolucionária
Ignóbil
Protestante
Comunista
Partidária
Progressista.

Eu escrevo porque me dá ânsia
Uma bela reentrância dentro do estômago.

Se eu escrevo - me perdoem a sinceridade -
É para me auto satisfazer,
Uma espécie de masturbação intelectual
Um aspecto jurídico nada legal
Parte natural de minha origem animal.

5 comentários:

b-kaixao disse...

Acho que já tinha me mostrado antes de postar.

"parte natural de minha origem animal."


Beijão.

Carlos Eduardo Mélo disse...

"masturbação intelectual"

Forte, hein? Estive em clímax ao fim desta poesia.

Perdoe-me a sinceridade, mas você muda algo sim: Muda o estado de espírito das pessoas com a EMOÇÃO.

Grande poetiza!
(não sei se esse temo te ofende.. muitas preferem ser lembradas como poetas, sem distinção de sexo. PORÉMMMMMM... acho a palavra "poetiza" bastante elegante e apropriada).

Abraços!

Gabriel Pinto disse...

gostei muito do seu blog! Parabéns!

Gabriel Pinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel Pinto disse...

minha vontade era de comentar todos os anteriores...