quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Meu vício é minha virtude

Atingi a maioridade recentemente, coisa de 6 meses.
A lei me permite satisfazer certos prazeres
que antes me eram terminantemente negados.
Agora posso fumar em ambientes abertos,
posso beber cerveja, pinga e gasolina.

Entretanto, volta e meia me vejo menina
no espelho que não quer envelhecer...
Não sei como segurar cigarro, nem sei tragar a fumaça.
Meus olhos ardem com o cheiro da cachaça
que perfuma os ambientes do bares paulistanos.

A paixão é um vício do qual sou incurável
e para usufruir dela, não precisei atingir os 18 anos.
Só funciono bem com uma paixão ardendo no coração,
não importa se correspondida ou não...
(confidencio aqui que quase todas não foram, não..)

Hoje em dia, assumo meu vício maior
que é escrever poesia para alguns poucos que as leem
e outros raríssimos que as comentam.

Posso dizer que daqui retiro o prazer que jamais encontraria
em cigarros e copos de bebida,
em drogas ilícitas ou paixões mal curadas.

A poesia nasce em quem a aceita
de peito aberto, papel e caneta...
Meu remédio sem receita,
és meu medicamento de tarja preta!

4 comentários:

Angelo A. P. Nascimento disse...

Amei cada verso.
Por vezes me senti assim.

"A poesia nasce em quem a aceita
de peito aberto, papel e caneta"

Abração

b-kaixao disse...

Hahahaha... SHOW, Zizu!

Você é fodástica.

Beijo, Galega.

"és meu medicamento de tarja preta"

Antônio Sozinho disse...

ficou lindo!

Gabriel Pinto disse...

"A poesia nasce em quem a aceita
de peito aberto, papel e caneta"


muito bonito...