quinta-feira, 30 de julho de 2009

Coruja

É a mesma história de sempre:
um amor que não deu certo
ou que nem chegou a se consumar como amor
ficou só na espera de ser promovido
e de tanto esperar, murchou como uma flor.

É o mesmo tempo de sempre:
lá fora uns quinze graus celsius,
aqui dentro uns vinte e tanto,
dentro de mim nem o coração bate mais
e pra ser geladeira só falta ser pintada de branco.

É a mesma briga de sempre:
a incompatibilidade de gênios
o pai que insiste na moral da família
a mãe que esquece de abraçar sua filha
os irmãos que dividem o banheiro, a sala e o quarto de dormir
e o cachorro histérico que não para de latir.

Parece que a vida vira uma mesmice infernal
e a história perde sua moral.
O que se ensinar a partir de agora?
Não ame quem não te ama
use o cobertor de lã na cama
o cachorro não pode subir na bicama
...

No silêncio que a noite traz
mergulho na poesia
para ficar em paz.

9 comentários:

Fernando disse...

Autora escondida, sentimentos a flor da pele.

A poesia é sempre uma ótima companheira. Nunca reclama.

beijo

Fernando disse...

O que mais me deixa indigninado é que só eu comento nesses textos tão lindos.

Tomara que não seja também o único a ler.

Fernando disse...

Duas pessoas que escrevem poesia para trialogar.

Temos a mesma necessidade.

Fernando disse...

E seguindo ordens, atualizei o blog. Texto pequeno não tinha nada em mente.

Ando sussurando muito por aqui. :)

Angelo A. P. Nascimento disse...

Li esse e outros textos seus. Sabe qual a sua marca? Ritmo!
O que vc escreve tende a embalar.
Bela poesia, bela mensagem.
QUe bom que vc tb gostou do meu blog.
Volte sempre
Abração

b-kaixao disse...

Tem alguém precisando postar!


Beijo, Nêga.

Fernando disse...

que coruja tão chata.

Carlos Eduardo Mélo disse...

De fato, a poesia é uma válvula de escape, um ombro amigo, uma mão que se estende, ouvidos e olhos atentos, passos no ar, barcos nas nuvens.. é uma amiga, uma amante, uma namorada.. Ela é lágrima, sangue, suor.. É ódio, amor.. É um alívio, um prazer.. Um verdadeiro orgasmo mental qd se finda no último ponto.

xeru

Salomão disse...

"ficou só na espera de ser promovido"

E quantos, e quantos, e quantos não ficam?

Estou lendo e adorando a maneira de você expressar o que tanta gente (ou tanto poeta) sente e não disse assim.

Um beijo!

[penadevidro.blogspot.com]